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O Estado lava as mãos e passa álcool em gel para a proteção dos direitos da população e quer desestruturar o serviço público

A medida oportunista e irresponsável reduz e desestrutura a prestação dos serviços públicos e lança a população numa situação delicada de desamparo social, diante de uma crise econômica e de pandemia sem precedentes na história.
Comunicação Auditar
25 de março de 2020 às 13:44

Em uma época em que os servidores públicos têm arriscado a própria vida para proteger a sociedade da pandemia que tem causado diversos estragos na saúde e na economia da população mundial, o governo federal lava as mãos e passa álcool em gel nos direitos da população e quer desestruturar o serviço público, com propostas que visam a reduzir a prestação do serviço ao cidadão e os salários daqueles que estão ajudando a população.

 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu, nesta terça-feira (24), a redução dos salários dos servidores em percentuais que podem chegar a 50%. O projeto de lei (PL) é de autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) e atingirá servidores públicos de todos os poderes e esferas da União.

 

A medida oportunista e irresponsável reduz e desestrutura a prestação dos serviços públicos e lança a população numa situação delicada de desamparo social, diante de uma crise econômica e de pandemia sem precedentes na história.

 

O Presidente da Câmara, com total irresponsabilidade, tenta retirar a responsabilidade dos governantes pela má administração dos recursos públicos e descarta todo esforço que tem sido empreendido pelos servidores para preservar o funcionamento da máquina pública em um momento de crise.

 

A decisão ainda tende a agravar a calamidade pública e econômica do país, uma vez que os servidores públicos são responsáveis por mover parte da cadeia produtiva brasileira, no comércio, distribuição e produção. Sem dinheiro, a economia desacelera e risco de uma recessão se agrava ainda mais.

 

A União dos Auditores Federais de Controle Externo (Auditar) defende que, mais do que nunca, o serviço público seja valorizado e receba o investimento necessário do governo para prestar um ótimo serviço à população; pois à frente desse serviço estão os servidores, na linha de frente junto ao Sistema Único de Saúde, à Defesa Civil e aos diversos outros órgãos essenciais, para atender à população brasileira.

 

Essa pandemia é a mostra cabal de que o serviço público é essencial à sociedade, pois é quem está evitando que milhares de cidadãos sofram os danos gravíssimos causados por ela. Não são os salários dos servidores nem a jornada de trabalho que precisam ser cortados, mas os diversos benefícios fiscais concedidos a empresas fraudadoras, que retiram bilhões por ano dos cofres públicos e enviam ao exterior, fazendo com que a sociedade arque com os ônus das isenções fiscais e ainda vejam seus direitos irem pelo ralo da impunidade.

 

Ao adotar esse tipo de discurso, o governo perde a oportunidade de ajudar a combater a corrupção, colocar uma agenda positiva para o país e construir um Brasil melhor, além de renegar milhares de servidores-heróis, que estão todos os dias nas ruas, hospitais, postos de saúde e outros serviços; correndo risco de morte em prol de toda sociedade.

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