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Presidente Cedraz recebe centrais sindicais

Contra atrasos em pagamentos da Petrobras, sindicalistas pedem posicionamento do TCU. Trabalhadores de obras da estatal deixaram de receber. Muitos foram demitidos e também não tiveram a rescisão paga.
Bernardo Caram | Agência Estado
10 de fevereiro de 2015 às 16:17

Brasília, 10/02/2014 - O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, e representantes de outras centrais de trabalhadores se reuniram há pouco com o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz. Os sindicalistas buscam uma solução para os atrasos no pagamento de salários e benefícios de trabalhadores que atuam em obras da Petrobras.



Com o desenrolar da Operação Lava Jato, a estatal suspendeu pagamentos de contratos a empresas citadas nas investigações. Como resultado, os trabalhadores das obras envolvidas deixaram de receber. Muitos que foram demitidos, também não tiveram a rescisão paga. De acordo com Torres, cerca de 20 mil pessoas em todo o País se encontram nessa situação, 6 mil somente no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), empreendimento com cronograma atrasado e suspeitas de superfaturamento.



Os sindicalistas sugerem que a estatal faça os pagamentos diretamente aos empregados, já que o dinheiro não pode ser repassado às empreiteiras. "O TCU pode fazer uma recomendação para que a Petrobras faça isso", ressaltou Torres, antes de dizer que a estatal não tem facilitado as negociações. "A Petrobras está fugindo das negociações. Nas reuniões com o governo, a Petrobras não aparece. Vamos ver como vai ser com o novo presidente", disse.



Na opinião do sindicalista, sendo a empresa inidônea ou não, "o trabalhador já produziu, é preciso achar uma saída". Segundo ele, o presidente do TCU se comprometeu a fazer uma reunião colegiada após o carnaval para decidir qual será o procedimento.



Também participaram do encontro representantes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB).


Nesta terça, o grupo também vai ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), para tratar do mesmo tema, e ao Congresso Nacional, onde discutem a anulação das medidas provisórias que mudaram regras trabalhistas e previdenciárias.

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