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TCU recebe procuradores da Lava Jato

Procuradores pedem ao TCU que impeça acordo de leniência. Janot deverá requerer quebra de sigilo bancário de parte dos políticos investigados na Lava-Jato, mas não deve apresentar denúncias contra 'agentes políticos', de imediato, ao STF.
Vinícius Sassine - Carolina Brígido | O GLOBO
26 de fevereiro de 2015 às 08:40

BRASÍLIA- Três procuradores da República da força-tarefa que investiga as fraudes na Petrobras recomendaram ontem a ministros do Tribunal de Contas da União ( TCU) que impeçam a Controladoria-Geral da União (CGU) de fechar acordos de leniência com empreiteiras suspeitas de participar do esquema. Para o Ministério Público Federal, esses acordos podem não ser vantajosos, porque as empresas se livrariam da punição pelos crimes cometidos em troca do fornecimento de informações que não teriam tanto valor para as investigações.



Em relação aos políticos envolvidos na Lava-Jato, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá pedir a quebra de sigilo bancário de parte dos deputados e senadores que serão investigados.



A Procuradoria Geral da República deverá se concentrar mais nos pedidos de diligências sobre o envolvimento de políticos nos desvios da Petrobras do que na oferta automática de denúncias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Outras duas diligências que serão comuns nos pedidos da PGR ao STF são o pedido de depoimento de testemunhas e o compartilhamento de provas produzidas na primeira instância.



Janot vai apresentar os pedidos de abertura de inquérito ou de arquivamento relacionados às autoridades citadas na Operação Lava-Jato nos próximos dias. Ao pedir que um inquérito seja instaurado pelo STF, instância para investigações de autoridades com foro privilegiado, Janot já listará as diligências requeridas.



A expectativa atual sobre os trabalhos na PGR, nessa fase de revisão final das peças a serem protocoladas, é de que não haja nenhuma denúncia de imediato ao STF, nem mesmo no caso do senador Fernando Collor (PTB-AL). A interpretação sobre o caso de Collor é de que já existem evidências de recebimento de dinheiro proveniente do esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Mas, pelo menos até agora, a possibilidade maior é que Janot peça a abertura de inquérito para, então, seguir com investigações que podem resultar numa denúncia.


Leia mais em:

http://oglobo.globo.com/brasil/mp-quer-evitar-que-cgu-firme-acordo-de-leniencia-com-empreiteiras-15439896


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