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Sindicatos do PT mantêm gráfica do petrolão

Tesoureiro do PT foi preso na manhã de hoje pela Polícia Federal. Operações de compra de anúncios, segundo os investigadores, tem características de lavagem de dinheiro e caixa dois.
Felipe Frazão | VEJA
15 de abril de 2015 às 14:42
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, depõe na CPI da PetrobrasO tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, depõe na CPI da Petrobras(Ueslei Marcelino/Reuters)

 

Investigada na Operação Lava Jato por ter recebido ao menos 1,5 milhão de reais desviados da Petrobras e da Sete Brasil, a Editora Gráfica Atitude Ltda é uma sociedade mantida por dois sindicatos umbilicalmente ligados ao PT: o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.


Os sindicatos são sócios e indicam os diretores da gráfica - quase todos filiados ao PT e sempre dirigentes dos sindicatos.


Aliado do ministro Ricardo Berzoini (Comunicações), o ex-deputado paulista Luiz Claudio Marcolino (PT) comandou a gráfica, assim como José Lopez Feijó, que era assessor especial da Secretaria Geral da Presidência com o ex-ministro Gilberto Carvalho.


A empresa mantém veículos de imprensa alinhados com o governo federal e com o PT como a Rede Brasil Atual, a Rádio Brasil Atual e a Revista do Brasil. Em 2012, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou em 15.000 reais cada, a editora e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), por propaganda irregular nas eleições presidenciais de 2010.


Na ocasião, o TSE entendeu que a Revista do Brasil e o Jornal da CUT, impressos na gráfica, eram peças de propaganda ilícita favorável à presidente Dilma Rousseff e conteúdo negativo sobre senador José Serra (PSDB), à época adversário de Dilma na disputa da Presidência da República.


Em depoimento no último dia 31 de março, Augusto Ribeiro Mendonça, um dos executivos da Setal Óleo e Gás presos no petrolão, revelou ao Ministério Público que fez pagamentos da ordem de 2,5 milhões de reais à gráfica a mando do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, preso nesta quarta-feira pela Polícia Federal.


Ribeiro repassou o dinheiro em parcelas mensais entre 2010 e 2013. A operação foi simulada como compra de anúncios e , segundo os investigadores, tem características de lavagem de dinheiro e caixa dois(Felipe Frazão, de São Paulo)


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